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I'm not iron. I have afraid and death in my surname. Bye coeur -


by i-ngenuidade
“- Pequena,
Virou poeta então?!
Quer escrever pra mim?
Sou bom como inspiração
“Bom não, ótimo…”
Pensava a pequena”
~ Afogando em nós (Ana Leite)


O amor se esgota.
Eu descobri isso ontem, quando o ex namorado da minha irmã ligou pra ela. 3 meses, 3 meses esperando qualquer sinal dele. Qualquer ligação, qualquer aparição, qualquer sinal de fumaça. E ele nada, e ele desaparecido. Não digo totalmente desaparecido, entendam isso como: E ele desaparecido da vida dela. Minha irmã diariamente recebia notícias dele, e era sempre como: Ontem eu vi seu ex numa balada que eu fui, ele está melhor do que nunca. E minha irmã deveria pensar coisas do tipo: Como ele podia estar bem, quando eu estava tão mal? Eu via ela chorar o dia inteiro, eu ouvia ela reclamar pra mim, pras amigas, e pra quem mais quisesse ouvir o quanto ela sentia falta dele. Ela o amava como ninguém mais o amaria, e ela fez de tudo por ele. Isso durou até semana passada. Minha irmã havia finalmente saído do transe em que ela estava, ela havia finalmente… Acordado. Colocou um vestido apertado, um sapato alto e saiu. Lembro até dela ter me chamado para ir, e ela estava com um sorriso enorme no rosto. Minha irmã saiu com as amigas de segunda à sexta, aproveitou tudo aquilo que ela tinha perdido. E ontem ele finalmente ligou.
“Você estava bonita ontem.”
“Você me viu?”
“Sim. Parece estar feliz.”
“Sim, finalmente.”
“Fico feliz por você, estou com saudades.”
E então, ela me surpreendeu. Não respondeu nada. Não chorou, não resmungou, não fez pirraça, não surtou. Simplesmente desligou o telefone, se arrumou, e saiu novamente. Disse que se ele ligasse, que era pra dizer que ela não estava. E que nunca estaria.
A necessidade por uma pessoa se esgota. E o amor também. Não importa qual tamanho seja ele, não importa quão enorme ele seja. O amor simplesmente se esgota.”
~ robin and stubb.  


Janeiro, voo 098, quando cheguei era só um Zé. Tava eu na cidade grande, no congestionamento, eu comigo e comigo com eu. Meu celular era daqueles fora de moda, que mal pegava rádio FM. Atravessando no sinal amarelo, começa a tocar MPB na 94,5. Faltando dois minutos pra chegar no colégio novo, e eu mal sabia onde tinha um orelhão. A música falava de um tal de amar de janeiro a janeiro, como se isso existisse. Como se tudo já não estivesse em perfeito caos, passa aquela morena dos meus mais humildes sonhos e tropeço em meus próprios pés; cadarços de uma figa. Daí ela olhou pra trás, riu, foi voltando de ré até que parou e perguntou se eu era novo na cidade. Tava tão escrito na testa assim? Daí eu levantei, meio lá meio cá, querendo cair mas ficando de pé. Ela rindo -que sorriso era aquele papai, me matou de primeira, foi puxando papo, andando, quando vi já sabia seu nome. E a escola? Ah, como se eu estivesse me preocupando, até ela perguntar pra onde eu ia e dizer PCA. Como se não bastasse todo o sufoco de passar vergonha na frente de uma beldade daquela, ela me diz que é do mesmo colégio. Papo vai, papo vem, a escola ficou pra trás e já estávamos na porta de uma lanchonetezinha de final de bairro, que pra falar a verdade tinha o melhor X-egg bacon do mundo. Ela bebendo capuccino gelado, ficou com bigodinho de creme, não aguentei e tirei foto. Não passou cinco minutos e a foto ficou salva como plano de fundo do meu celular. Já era noite, daí surjo com a brilhante ideia de deixá-la em casa e depois ir embora. Dito e feito. Cheguei no meu novo ap, com umas trinta caixas esparramadas por cada cômodo que colocava os pés, só me lembro de me jogar no colchão estendido no chão e não parar de olhar o celular. Era mais que uma foto, era uma paisagem. Uma morena de óculos de grau vintage, cabelo preso com uma caneta BIC, sorriso estonteante e olhos tão grandes que me vidraram. De Zé passei pra mané. Talvez isso de amor de janeiro realmente exista.
~ Caio Castielle  


Não naufraguei como Robinsom Crusoé, tampouco segui uma vida de lei como Sherlock Holmes, mas tenho uma história tão bela como de Dom Quixote a contar. Um amor antigo, como Sansão e Dalila, vive em mim. Li o romance de Shakespeare, e assim como Romeu, eu morreria por minha amada. Amo-a por anos que logo perdi a conta. Mas ela não sabe, nunca precisou saber. Cada um seguiu sua sina. Ela casou-se, teve filhos, netos e até um bisneto de seu menino mais novo. Eu sai do país, mais nada. Peguei uma malinha recheada com alguns dólares, escova de dentes, um par de roupas e Dom Casmurro. Na mão tinha o passaporte e no peito um amor. Eu escrevi “A História de um Burro Brasileiro” e ela compunha canções de ninar enquanto trocava roupa suja do neto. Dava vontade de voltar pro meu interior, e escrever um livro de nós dois. Um dia estava eu com um café fresquinho na porta do prédio, quando escuto a secretária gritar. Era minha amada no telefone. Ela nunca havia me ligado, nunca me conhecera, mas queria um livro de minha autoria. Ouvia do outro lado da linha sua respiração e a minha aumentava a cada batida de seu coração. Escrevi um livro de amor, amor vagabundo de um cara de camelô, que vendia sentimentos por R$1,99 mas tinha o coração tão grande como as histórias de George R.R Martin. E na dedicatória, grafado com letras à mão, um segredo. Recordo bem da data, era fevereiro, 5 de fevereiro, meu aniversário. O dia em que eu voltaria para o meu interior, cidade pequena com conforto inigualável, e recebo a notícia de que Lucy Ferrier morrera. Não pude entregá-la o livro. Hoje, neste exato momento, percebo que deveria ter aproveitado mais, declarado mais e escondido menos. Deveria ter deixado essa paixão ser vivida a dois. Mas ela se foi antes do que eu esperava. Havia me esquecido que o amor pode ser eterno, mas as pessoas não. Um dia, não tão longe, eu te encontro no céu. E sabe querida, eu ainda te amo.
~ Ela se foi tão calada que não sobrou tempo para ouvir meu amor, Caio Castielle  


TE STALKEANDO EU TAVA QUIETO NO MEU CANTO, VENDO ASK E REPLY TROCADA, CIÚMES EXALANDO.



“Criticam tudo, e quero dizer mesmo tudo, sobre mim: O meu comportamento, a minha personalidade, as minhas maneiras; cada centímetro de mim, da cabeça aos pés, dos pés à cabeça, é objeto de mexericos e debates. São-me constantemente lançadas palavras duras e gritos, embora eu não esteja habituada a isso. Segundo as autoridades definidas, eu devia sorrir e aguentar.”
~ O Diário de Anne Frank.  


“Eu gostava muito de você. Era tão bonito, era tão intenso. Acreditava no pra sempre. Imaginei uma casa, uma família, uma coisa só nossa. Um esconderijo, um refúgio, um paraíso. Cada vez que eu pensava em você me dava um calorzinho no peito. Cada vez que abraçava você o mundo parava de rodar por um segundo. E eu achava que aquilo era amor, achava que aquilo era o certo, achava que a gente era certo um na vida do outro. Mas não foi. Não fui. Não fomos. Não somos.
Você foi para um lado. Eu para o outro. Não chegamos nem perto do sempre. Mas teve graça e valeu muito a pena. Valeu, sim. Não fracassamos, claro que não. Deu certo até onde tinha que dar. Foi eterno até o dia que deixou de ser. Não ficou nenhuma mágoa, nenhuma vontade, nenhuma saudade.”
~ Clarissa Corrêa   


“Amor
Amo
Am
Ah…
Deixa pra lá.”
~ Larissa Suência   


“Oh, minha gata, morada dos meus sonhos
Todo dia, se eu pudesse, eu ia estar com você
Eu já te via muito antes nos meus sonhos
Eu procurei a vida inteira por alguém como você”
~

Charlie Brown Jr.