C   redit
gostaram do theme novo?
Não naufraguei como Robinsom Crusoé, tampouco segui uma vida de lei como Sherlock Holmes, mas tenho uma história tão bela como de Dom Quixote a contar. Um amor antigo, como Sansão e Dalila, vive em mim. Li o romance de Shakespeare, e assim como Romeu, eu morreria por minha amada. Amo-a por anos que logo perdi a conta. Mas ela não sabe, nunca precisou saber. Cada um seguiu sua sina. Ela casou-se, teve filhos, netos e até um bisneto de seu menino mais novo. Eu sai do país, mais nada. Peguei uma malinha recheada com alguns dólares, escova de dentes, um par de roupas e Dom Casmurro. Na mão tinha o passaporte e no peito um amor. Eu escrevi “A História de um Burro Brasileiro” e ela compunha canções de ninar enquanto trocava roupa suja do neto. Dava vontade de voltar pro meu interior, e escrever um livro de nós dois. Um dia estava eu com um café fresquinho na porta do prédio, quando escuto a secretária gritar. Era minha amada no telefone. Ela nunca havia me ligado, nunca me conhecera, mas queria um livro de minha autoria. Ouvia do outro lado da linha sua respiração e a minha aumentava a cada batida de seu coração. Escrevi um livro de amor, amor vagabundo de um cara de camelô, que vendia sentimentos por R$1,99 mas tinha o coração tão grande como as histórias de George R.R Martin. E na dedicatória, grafado com letras à mão, um segredo. Recordo bem da data, era fevereiro, 5 de fevereiro, meu aniversário. O dia em que eu voltaria para o meu interior, cidade pequena com conforto inigualável, e recebo a notícia de que Lucy Ferrier morrera. Não pude entregá-la o livro. Hoje, neste exato momento, percebo que deveria ter aproveitado mais, declarado mais e escondido menos. Deveria ter deixado essa paixão ser vivida a dois. Mas ela se foi antes do que eu esperava. Havia me esquecido que o amor pode ser eterno, mas as pessoas não. Um dia, não tão longe, eu te encontro no céu. E sabe querida, eu ainda te amo.
Ela se foi tão calada que não sobrou tempo para ouvir meu amor, Caio Castielle  
Eu só sei ser de você. Só sei gostar do teu sorriso. Só sei achar bonito teus olhos olhando pra mim ou ficando pequenininhos com a tua risada. Só sei querer mais do teu abraço. Só sei respirar o teu cheiro e reconhecer o teu perfume. Só sei encaixar minha cabeça em teu ombro e deitar em teu peito. E o meu silêncio só sabe ser alto quando faz companhia para o teu. Só sei segurar a tua mão, e enlaçar teus dedos nos meus. Feito laço. Só sei desejar o teu beijo antes de dormir. E pedir à Deus que te guarde para mim. Meu coração só saber ser feliz sabendo-se teu. É que eu só sei ser de você, amor. Só de você.
Plenitude. 
Relacionamentos acabam, filmes acabam, dias acabam, beijos acabam, noites acabam, chocolate acaba, o assunto acaba, a paciência acaba, a vontade acaba e o desejo diminui. Mas o amor não, ele entra em coma, fica fraco, doente e se for o caso morre. Amor não é um sentimento, uma paixão, um objeto. Amor é uma vida é algo que sai da compreensão humana, cientifica e racional. Amor não começa e acaba. Amor nasce e morre.
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